Cresci rodeada de mulheres que criavam com as mãos. Linhas, tecidos, bordados e pequenos gestos faziam parte da linguagem afetiva da minha infância no interior de Minas Gerais.
Durante muitos anos achei que os trabalhos manuais pertenciam a um lugar feminino que eu não queria ocupar. Um lugar de fragilidade, silêncio e pouca escolha.
Mas a maternidade mudou a forma como eu enxergava o tempo, o corpo, a criação e a delicadeza.
E, aos poucos, voltar para os tecidos, para as tintas e para o fazer manual se tornou uma forma de reencontrar não uma fragilidade, mas uma força feminina que eu ainda não conhecia em mim.
Foi assim que a aquarela em algodão entrou na minha vida.
Hoje compartilho essa técnica com mulheres que desejam criar com mais presença, liberdade e significado, no seu próprio tempo.